Eurofascismo

O espantalho do velho fascismo é cinicamente reutilizado e manipulado polas mesmas elites que atualmente apoiam, armam, financiam e justificam o fascismo ukronazi do seu protetorado de Kiev, e o genocídio fascista do sionismo contra a Palestina.

Por Rebeliom Popular | 3/05/2024

Para entendermos a conjuntura atual, o papel belicista e genocida que o imperialismo anglo-ianque-sionista joga na atualidade, perante a perda da hegemonia mundial, é imprescindível compreender qual é a funçom que o fascismo desempenha, como ferramenta altamente funcional, para defender os perversos interesses do setor corporativista e globalista da oligarquia.

Hoje em dia, o processo de fascistizaçom é umha realidade incontestável. O complexo militar industrial ianque e británico, junto com as burguesias da UE, com destaque da francesa, agitam o fascismo e a guerra para paliar as conseqûencias da perda da taxa de ganho derivada da crise estrutural do capitalismo agónico e crepuscular.

Mas se a ameaça do fascismo segue sendo umha realidade atual, isso quer dizer que em 1945 nom se produziu umha completa desnazificaçom, a pesar da vitória da URSS, e dos seus esforços por atingí-la.

Antes da entrada dos EUA na 2ª Guerra Mundial em 1941, as multinacionais norteamericanas colaborárom diretamente com a Alemanha nazi. As grandes petroleiras, como ‘US Standard Oil Company’, propriedade dos Rockefeller, subministrárom quantidades ingentes de petróleo ao nazismo, que fôrom indispensáveis para fazer possível o ataque contra a URSS.

A multinacional IBM, achegou desde inícios dos anos ‘30, a tecnologia para levar a cabo o genocídio nazi. Facilitou a generaçom e tabulaçom de cartons com os dados dos censados na Alemanha, permitindo a identificaçom e repressom massiva tanto de militantes políticos e sindicais, como de minorias étnicas. Coca-Cola, Ford, General Motors, etc, som outros exemplos do alto grau de colaboraçom económica dos EUA com o fascismo.

Durante essa década, além da colaboraçom económica das multinacionais, também cumpre destacar os pactos de nom agressom das potências europeias com o fascismo alemám: Concordato com o Vaticano, ‘Reichskonkordat’, de julho de 1933, acordo naval anglo-alemao de 1935, pacto de nom intervençom, promovido pola França e a Gram Bretanha, no que se proibia a ajuda militar ao governo da Segunda República espanhola perante o golpe de estado fascista, posterior Acordo Bérard-Jordana de fevereiro de 1939 entre a III República Francesa e o governo fascista de Burgos, etc.

Por nom citar o apoio explícito da “exemplar democrácia británica” de Winston Churchill ao franquismo como parte dumha estratégia anticomunista que pretendia com a frustrada ‘Operaçom Impensável’ atacar a URSS, mediante umha ofensiva militar anglo-saxónica, empregando divisons do derrotado exército nazi, a implementar o primeiro de julho de 1945.

Após a 2ª Guerra Mundial, um dos maiores logros que o imperialismo conseguiu, foi instalar no imaginário coletivo, a ideia de que o nazismo terminou com a derrota do III Reich. À vez que tergiversárom a história fazendo acreditar, que os EUA e a Gram Bretanha, como “potências vencedoras”, nada tivérom que ver com a eclossom, financiaçom e expansom do fascismo polo continente europeu.

Mas também lográrom, com a propaganda anticomunista mais feroz, denigrar a URSS, apagar o seu papel decisivo no triunfo contra o nazismo, convertendo os EUA nos “salvadores” que libertárom a Europa das gadoupas da besta fascista.

Mas o sucedido foi bem diferente. Após a farsa dos juízos de Núremberg em 1946, muitos dos oficiais das SS e criminais de guerra nazis condenados, fôrom absolvidos e recrutados em segredo por Washington para o o seu complexo militar-industrial.

O braço armado do imperialismo, a OTAN, foi criada em 1949. Em 1955, vulnerando a Conferência de Ialta, na que se acordou, o desarme, a desmilitarizaçom, e a partiçom da Alemanha entre as potências vencedoras, a RFA ingressa na Aliança militar. O rearme da RFA realiza-se sob a controlo dos EUA, contando para isso, com a incorporaçom e colaboraçom de altos chefes e oficiais militares nazis, tanto no novo exército alemám, como na direçom da OTAN na Europa. A atual Bundesnachrichtendienst (BND), fundada polo general da Wehrmacht Reinhard Gehlen -comandante da contrainteligência na frente oriental-, foi concebida utilizando as estruturas do serviço de inteligência nazi.

A “Red Stay Behind” criada pola CIA e o MI6 foi um exército clandestino conformado por organizaçons fascistas em colaboraçom com os serviços de inteligência de diferentes países europeus, cuja finalidade era desestabilizar governos progressistas, exercer a repressom contra as organizaçons comunistas e revolucionárias, e contrarrestar a influência soviética na Europa.

A mao da OTAN e dos serviços de inteligência ocidentais está por trás do terrorismo de extrema-direita que sacudiu Europa na década de ’70 e ’80, com atentados sanguinários como o da Piazza Fontana ou a estaçom de Bolonha, ou as massacres no Brabante belga.

Velho fascismo e novo fascismo

O espantalho do velho fascismo é cinicamente reutilizado e manipulado polas mesmas elites que atualmente apoiam, armam, financiam e justificam o fascismo ukronazi do seu protetorado de Kiev, e o genocídio fascista do sionismo contra a Palestina. As que antes fabricárom e alimentárom a barbárie fascista do salafismo sunita e wahabita no Iraque e na Síria.

Som as mesmas castas políticas do jardim de Borrell que sonham com converter a Europa dos 28 num Festung mais similar ao IV Reich que essa falsa Europa das liberdades e a democracia avançada. As que pretendem confundir e desviar a atençom da classe trabalhadora identificando a ameaça fascista nos projetos políticos reacionários das burguesias nom globalistas: Viktor Orban, Meloni ou Le Pen.

Mas o fascismo realmente perigoso é o que representa a atual presidenta da Comissom Europeia, a alemá Ursula von der Leyen, ou o empregado da família Rothschild, o presidente francês Emmanuel Macron, que pretendem implementar os temerários planos da guerra global contra a Rússia e a China.

Esses de forma explícita, outros de forma implícita vernizada com retórica progre multicor, como Pedro Sánchez e os seus aliados no governo neoliberal espanhol, promovem o militarismo, o controlo social e um modelo económico ao serviço das grandes corporaçons.

A atual fascistizaçom estrutural em curso é obra deles e nom dos seus fantoches, um sintoma grave mas nom a causa do cancro, nem responsável principal da extensom desta metástase reacionária e totalitária, que se vai extendo de forma silenciosa, sem que a imensa maioria da classe trabalhadora dos povos da Europa se aperciba do monstrou que se está criando no cerne de Bruxelas.

Sem combater as causas e identificar os responsáveis, os comunistas revolucionários ficaremos presos da armadilha das “esquerdinhas”. As que atualmente mascáram e de facto facilitárom o avanço deste novo facsismo globalista, condenando o processo de desfascistizaçoim da Ucráncia iniciado pola classe trabalhadora do Dombas e atualmente liderado pola Federaçom Russa.

Sem detetar e analisar a linha de continuidade política e ideológica entre o fascismo e a OTAN, com o anticomunismo como eixo vertebrador, e a submissom da Europa aos diktames do imperialismo, para impedir todo tipo de relaçons económicas, comerciais, e culturais com a URSS, nom é possível explicar os acontecimentos políticos acontecidos desde a 2ª Guerra Mundial até os nossos dias.

Mas hoje, num contexto próximo a umha nova guerra mundial, constatamos que nom só o fascismo segue presente na OTAN, também permanece nas élites que controlam os resortes do poder político da UE. As declaraçons belicistas de altos dirigentes da instituiçom sediada em Bruxelas, apoiando o governo terrorista de Zelensky, as resoluçons, como a aprovada em setembro do 2019, equiparando nazismo com o comunismo, a censura de meios de comunicaçom, o aumento do orçamento militar, a perseguiçom, a política do medo e a obediência social ensaiada na pandêmia da Covid-19, contribuem para preparar o terreno para a fascistizaçom e militarizaçom da sociedade.

Hoje tanto no leste da Europa como na Palestina, está tendo lugar um confronto entre o imperialismo e o mundo que se nega ser dominado pola oligarquia globalista. O imperialismo anglo-ianque-sionista necessita ganhar tempo perante o seu declínio, promovendo o caos e a guerra global. Eis polo que necessitam do fascismo como ponta de lança para lograr os seus objetivos.

Esta escalada bélica deve ser denunciada e combatida desde o campo obreiro e popular, na nossa Pátria e no conjunto dos povos da Península e da Europa, configurando um amplo movimento popular de resistência contra a nova agressom imperialista, contra a OTAN e a UE, contra o neofascismo globalista e sionista, e pola livre autodeterminacom e soberania efetivas dos nossos respetivos povos.

É imprescindível que as classes oprimidas e exploradas dos países imperialistas, ao igual que os países da frente multipolar que questionam a sua hegemonia, avancemos em reconstruir partidos comunistas revolucionários, como a melhor garantia para esmagar o novo fascismo e garantizar a organizaçom da Revoluçom Socialista.

Perante o novo fascismo promovido pola UE, a OTAN e o imperialismo, o comunismo revolucionário galego nom pratica autismo, ninisno nem equidistância cobarde, está com a frente multipolar, com a Rússia, a Síria, o Irám, Coreia do Norte, Cuba, China, Venezuela, Iémen, Burkina Faso, Nicarágua, Níger, com a resistência palestiniana e libanesa, com todos aqueles que já nom estám dispostos a seguir sob o jugo das oligarquias de Ocidente.

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