Homenagem aos últimos fusilados do franquismo

Quem assassinou no nome de Deus e por Espanha e o seu glorioso movimento? Quem continuou aquele genocídio intermitente iniciado na Galiza 20 de julho de 1936 até a morte da besta? 

Por Vigo Antifascista

“Mais umha semana , e faria 25 anos”, som palavras de Humberto nessa derradeira carta aos seus pais querendo transmitir que era esse galego valente que seu pai lhe pedira. A memória é a única relaçom possível com os nossos mortos, ao Reino de Espanha, esse nostálgico e anómalo estado de direito, devemos exigir-lhe, mais que nunca, direito à memória igualitário.

Há 46 anos eram fuzilados 5 revolucionários aos militantes do FRAP : Xosé Humberto Baena, Xosé Luis Sanchez Bravo, ambos galegos e Ramón García Saenz, mais aos militantes de ETA: Jon Paredes Manot, “”Txiki” e Angel Otaegi Etxeberria.

Mais de quatro décadas após do assassinato a sua luita continua vigente. A memória antifascista tem umha utilidade prática, funciona com energia desfascistizante e nom pode ser verniz combativo dos que nom querem combater.

Quem assassinou no nome de Deus e por Espanha e o seu glorioso movimento? Quem continuou aquele genocídio intermitente iniciado na Galiza 20 de julho de 1936 até a morte da besta?  Os que induzem a entender, a adoçar os factos e os discursos dos fascistas eleitos ou nom, devem saber que o regime bourbónico é herdeiro direto do franquismo e é, portanto, franquismo residual e latente, a sua constituiçom é acatada confortavelmente por Vox como se fossem os Princípios Fundamentais do Movimento. O fascismo em Espanha está legalizado.

O revisionismo histórico difunde como irremediáveis os assassinatos cometidos e induz a fazerem compreensíveis os seus atos, pensam nisso como pequenas ou anedóticas façanhas ou grandes guerras necessárias, continuam a fazer guerra contra uma parte identificável do gênero humano, que é o mesmo que contra a humanidade inteira contra essa parte dos escolhidos por Humberto Baena para serem abraçados como filhos do seu próprio pai e da sua mai. Abraçados como povo.

Recuperar a memória antifascista é um ato de justiça perante a conduta criminal do genocida, e daquele governo presidido polo “carnicerito de Málaga”, Carlos Arias Navarro, de Franco e dos seus herdeiros, dos seus esbirros, ignorantes ou desconhecedores interessados que continuam chamamdo bando nacional a um bando de delinquentes, os mesmos que relativizam ou negam a responsabilidade criminal do franquismo normalizando-a como um ato irremediável.

É necessário fortalecer o movimento da Memória antifascista para resgatar e difundir a história, que há de combater o silêncio programado polos comissários do esquecimento desde o mesmo momento que Suarez com Martín Villa e muitos outros, figeram desaparecer queimados tantos documentos e fichas policiais interessados em apagar ou diluir o seu próprio passado franquista.

Precisamos investigar o passado e divulgá-lo por imperativo moral, por dever de memória, é essencial, fundamental para a construçom dos direitos do género humano. O antifascismo é umha urgente necessidade, é umha vacina contra as utilizaçons e comportamentos espúrios que promovem e justificam recortes de direitos e liberdades. O fascismo nunca deixou de existir. O Estado espanhol é umha democracia burguesa em pleno processo de involuiçom, onde umha parte das forças políticas que representam os interesses diretos da fraçom mais reacionária da oligarquia, atua sem máscara, reivindicando e defendendo diretamente, sem maquilhagem nem filtros, o seu projeto fascistizante.

Nem esquecemos, nem perdoamos!

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