Umha grande escola de progresso, de alegria, de humanidade. 26 días de Castelao na URSS

O líder do nacionalismo galego estivo 26 dias na Uniom Soviética, integrado numha delegaçom da II República espanhola.

Por Comunismo Revolucionário Galego | 20/07/2025

Coincidindo com o 75 aniversário do passo à eternidade de Daniel Castelao, divulgamos um dos episódios menos conhecidos da sua dilatada biografia política.

A publicaçom ’26 dias de Castelao na URSS’ -investigaçom realizada por Carlos Morais, é a modesta contribuiçom do Comunismo Revolucionário Galego ao aniversário do patriota galego, que pretende corrigir um dos défices existentes na prática totalidade da rica e diversa bibliografia e estudos monográficos sobre Castelao. Que ou bem ignoram a influência da estadia na URSS no seu pensamento e linha política, ou no melhor dos casos consideram-na irrelevante ou umha simples anedota sem repercussom.

Com esta publicaçom reativamos Abrente Editora, editora comunista galega promovida por Primeira Linha, quem entre maio de 1998 e março de 2015, publicou 21 livros e 16 cadernos.

Recuperando a numeraçom, 26 Dias de Castelao na URSS, converte-se no nº 17 da coleçom “Documentos e textos políticos” do selo editorial do comunismo revolucionário galego.

Resulta surpreendente que só existisse um estudo específico, de caráter monográfico, sobre a intensa viagem que lhe permitiu conhecer a realidade da URSS, entre 28 de abril que desembarca em Leningrado e 27 de maio de 1938 em que regressa. O líder do nacionalismo galego estivo 26 dias na Uniom Soviética, integrado numha delegaçom da II República espanhola.

Para reconstruimos os mais destacados momentos da viagem e divulgarmos as apreciaçons realizadas polo próprio Castelao em duas cartas a Rodolfo Prada, empregamos as fontes escritas que se conservam na Galiza e no Estado espanhol, notícias, entrevistas e reportagens publicadas na imprensa republicana em maio e junho de 1938, o conjunto de apontamentos do líder do Partido Galeguista conservadas no Museu de Ponte Vedra, as reflexons plasmadas no estudo de Alonso Montero, os capítulos dedicados a este episódio nos livros de Luis Soto e Valentín Paz Andrade, artigos de opiniom, e as referências que de forma tangencial e na imensa maioria dos casos trivializada aparecem na vasta bibliografia sobre o dirigente do nacionalismo galego.

Por dificuldades logísticas e económicas nom pudemos aceder diretamente à maioria das fontes soviéticas, quem sem dúvida complementariam as entrevistas, consultando e interpretando diretamente, sem intermediários as empregues, mais todo esse material inédito que sem dúvida descansa nos arquivos russos aguardando a sua consulta.

Passárom 75 anos da morte no exílio argentino de Daniel Castelao. Tempo mais que suficiente para que os departamentos de História Contemporánea das universidades galegas, instituiçons geridas ou cogovernadas em determinadas legislaturas pola esquerda nacionalista, fundaçons como a Castelao, organismos autonómicos como o Conselho da Cultura Galega, mesmo concelhos como o do Rianjo, tivessem destinado partidas orçamentais para estudar primeiro na URSS e posteriormente na atual Rússia e Azerbaijám, a sua pegada. Estamos pois perante um dos grandes dramas da nossa história nacional. Episódios centrais ou relevantes seguem na sombra polo desinteresse da historiografia académica, carente de coragem e perspetiva para contribuir ativamente para a recuperaçom da memória da Naçom.

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