![]()
Breizh/ Bretanha: 29 de setembro de 1976, há 50 anos da morte em combate, com apenas 22 anos do jovem Yann-Kel Kernalegenn, sindicalista, ativista da língua bretá e militante do FLB ARB. «Piv a zougo ‘kañv bras hor banniel
Por JFKastro | 30/09/2026
e holl vizioù Gwengolo
ha dalc’hit soñj mibien eus Yann-Kel
den marv evit e vro
devit, devit eñvorennoù.»
«Quem levará a nossa bandeira em profundo luto todos os meses de setembro?
E lembrai-vos, meus filhos, de Yann-Kel,
o homem que morreu polo seu país.
Queimade queimade recordos .»
E dibenn miz Gwengolo” (No final de setembro) Glenmor. Morto pois pola Terra, como Moncho Reboiras, como Bobby Sands, como Seamus Costello, como Willie MacRae, como Alwyn Jones, como tantos outros guerreiros celtas dos tempos contemporáneos, pola Terra Sagra, com a honra dumha História que nom rematou, contra o Capital e os seus três impérios (de)generadores do Mal nas Fisterras de Eurásia: O Eixo das nossas cuitas seculares, os dominadores anglos francos e castelhanos… Yann-Kel Kernaleguenn (Jean-Michel Kernaleguen em francês, Yann-Mikael Kernalegenn na sua língua nacional), nasce em 6 de maio de 1954 em Kemper, filho dum empregado e dumha costureira, ambos de origem rural e falantes nativos de bretom.
Criado num meio popular e defensor da língua, cultura e costumes nacionais, Yann Kel desde muito novo vai estar envolvido como como ativista cultural (lecionava como falante nativo no Skol an Emsav, um curso noturno de língua bretá) e sindicalista na CFDT. Pessoa inteligente e com boas notas, será chumbado no primeiro ano da faculdade de direito por redigir a prova final do curso em bretom. E, portanto, foi obrigado a cumprir o seu serviço militar na Alemanha, onde vai padecer repressom dos oficiais por ser membro do movimento nacionalista bretom ou Emsav. Com o seu porvir na Universidade difícil ao retornar fichado no exército, trabalhou por um tempo como carteiro e depois como motorista numha empresa de transporte. Ao ser partícipe na criaçom dum Comité do sindicato CFDT dentro da empresa foi despedido apenas um par de semanas antes da sua queda em combate em Ti Voujeret, no mesmo fatídico setembro de 1976.
Decidido a resistir contra a opressom colonial do Estado Francês contra o povo trabalhador bretom, Yann-Kel vai fazer parte dum operativo do FLB ARB que se preparava para realizar um ataque contra as obras da base militar de Ti-Voujeret (Dineol, Bro Kernev , Bretanha), na noite de 29 para 30 de setembro de 1976.
Desde uns dous anos antes o exército ocupante jacobino tencionava construir um quartel na contorna de Ti-Voujeret tendo alertado, em julho de 1974, os concelhos da zona. Em Ti-Voujeret, o projeto dumhas 200 hectares e a base próxima deveriam servir para a defesa de Île-Longue. Os protestos populares nom conseguem evitar o início das obras pola metade de setembro de 1976.Entom o movimento armado libertador da Bretanha decide intervir contra o exército invasor. Porém, Yann Kel Kernaleguen vai atopar a morte, após deixar colocada a carga explosiva e se retirar…quando, honrosa e freneticamente, estava tentando desarmar de novo a mesma bomba que acabara de plantar, para evitar matar ou ferir umha pessoa inocente, pois o comando detecta umha mulher a passear com o seu cam no local do ataque. A bomba vai estourar no entanto e o Yann Kel morre por causa das feridas.
Em 2 de outubro de 1976, Yann-Kel foi sepultado em Quimper, no panteom familiar, e na presença de 1.500 apoiadores.
Alguns dos grandes temas dos grandes autores da música bretá na época serám compostos para a sua memória e homenagem:
“Gwerz Ti Voujeret” (O Lamento de Ti Voujeret) por Youenn Gwernig em 1976,
“E dibenn miz Gwengolo” (Final de setembro) de Glenmor em 1977
“Maro evit e bobl” (Morte polo seu povo) por Alan Stivell em 1977 ou
“Kernaleguen” do grupo Brann Vor.
Algum dia, mais cedo do que tarde, todos os povos céltigos seremos outra vez cintilantes Portas do Além e Cabo de novos e Velhos Mundos libertados e nom fim nem periferia de nengum terreno coutado, sem dominio de nengum império secularmente inimigo: Nem Roma, nem Inglaterra, nem os francos nem Hespanha, nem a UE, nem a OTAN nem o sionazismo global. E, como lembra um provérbio basco: Omenaldirik onena, garaipena… A melhor homenagem será a Vitória… Breizh (Galiza) disul, dieub ha Sokialour!
Se el primero en comentar