Eugenio Montes foi um fascista desde a década dos anos ’30 até a sua morte

Informa para o Concelho de Bande demostrando que Eugenio Montes foi um franquista desde a década dos ’30 até a sua morte

Polo Comité pola Memória Histórica do Val do Límia | 26/01/2026

Eugenio Montes foi um dos mais destacados teóricos e propagandistas falangistas

O Comité pola Memória Histórica do Val do Límia tem comunicado por diversas vias, e apresentado em duas ocasions no Registo Municipal do Concelho de Bande -19 de abril de 2023 e 18 de setembro de 2025-, umha solicitude para a retirada do busto de Eugenio Montes instalado na praça de Sam Roque.

A sua presença num espaço público é ilegal ao abeiro da Lei de Memória Histórica Democrática 20/2022, em vigor desde 19 de outubro de 2022.

Em ambas ocasions, assim como na reuniom que mantivemos com a alcaldesa de Bande Sandra Quintas Vázquez, 16 de janeiro de 2026, solicitamos formalmente que se elimine o busto inaugurado 18 de setembro de 1991 por Manuel Fraga.

Lembramos que o Concelho nunca respondeu a nossa solicitude, e que na notícia publicada por La Región 21 de abril de 2023, Sandra Quintas “manifestó su intención de cumplir la normativa vigente. O asunto está parado porque hai un proceso de investigación aberto ao redor da súa figura por parte dunha persoa, e esperaremos a ter o resultado do seu traballo documentado antes de tomar calquera decisión”.

Passárom mais de dous anos e o Concelho segue negando-se a adotar a única decisom legal: retirar o busto de Eugenio Montes, umha personagem cuja relaçom com Bande foi circunstancial, meramente acidentalista.

Porém, nesta reuniom comprometimo-nos a elaborar um dossier informativo em base a documentos escritos, informaçom de hemeroteca e cinematográfica, que demonstra que Eugenio Montes desde os anos ’30 até a sua morte foi um franquista convencido.

A máxima autoridade do Concelho de Bande tem o dever de velar polo cumprimento da legislaçom vigorante. Do contrário nom só está delinquindo, está prevaricando, desde o momento em que foi advertida por escrito da ilegalidade.

É injustificável acolher-se à opiniom sesgada e subjetiva plasmada no livro “Eugenio Montes. O intelectual silenciado”, da autoria de Manuel Rivero, editado pola Deputaçom Provincial de Ourense em 2024, para justificar a permanência do busto, pois Eugenio Montes, digam o que digam, maquilhem o que maquilhem, foi um dos mais destacados teóricos e propagandistas do Falangismo.

Em nengumha das páginas do texto o seu autor nega que fosse um franquista, nem achega documentaçom algumha que justifique esperpénticas e disparatadas afirmaçons sobre que era um “inflitrado”.

Foi umha figura intrinsincamente vinculada ao projeto político totalitário que, para impor-se após o golpe de Estado do verao de 1936, implementou umha brutal repressom que assassinou dúzias de vizinhos do Val do Límia a partir do 20 de julho de 1936 e sementou de cadáveres o conjunto da Galiza.

O seus artigos, discursos, conferências e declaraçons inspirárom o acionar do terrorismo falangista nas Terras de Bande e no conjunto do Val do Límia.

A biografia real de Eugenio Montes desde os anos ’30 até o seu último suspiro, constata que foi um franquista entusiasta e convencido, que inquestionavelmente dedicou o seu talento a legitimar com a palavra e a escrita um regime edificado no terror que provocou morte, miséria e atraso para o nosso povo e o nosso país.

Eugenio Montes nom foi um ‘inteletual silenciado’

Durante os 40 anos de franquismo e no posfranquismo, publicou em todos os jornais que quijo, viviu do erário público, recebeu todo tipo de homenagens, condecoraçons, medalhas, galardons e reconhecimentos polas autoridades do regime -entre elas, a ‘Orden Imperial del Yugo y las Flechas’, cujo grande mestre foi o ditador Franco, quem distinguiu entre os seus membros a Adolf Hitler e Benito Mussolini.

É paradoxal que o autor desta apologia fascista intitule o livro com umha categoria que o próprio Montes repudiava: “Intelectual. Palabra propagada por los semitas, palabra corruptora de todas las virtudes de nuestra raza. Los arios no somos ni queremos ser intelectuales. Nuestros valores son los valores de los instintos heroicos” (‘El perfume del viejo corazón de Alemania’, ABC, 26 de dezembro de 1934).

Apresentar Eugenio Montes como um simples “inteletual, erudito, culto e nobre”, é umha estafa, umha monumental falácia, umha expressom do pior revisionismo histórico que só contribui a gerar confusom e desinformaçom entre as geraçons mais jovens, umha infame labor cosmética da mais culta e refinada escória fascista, que nom aprovamos e ainda menos aplaudimos.

Insistimos: a sua figura estivo intrinsicamente ligada ao regime franquista desde a década dos anos trinta até a sua morte.

Nom foi um “camisa vieja”, um oportunista de última hora. Desde antes do golpe fascista do verao de 1936, primeiro como correspondente do ABC e do seu suplemento dominical Blanco y Negro na Alemanha do III Reich, contribui a divulgar o nazismo entre as forças conservadoras e reacionárias espanholas.

No artigo ‘El XI Aniversario del levantamiento hitlerista en Múnich. La euforia del Tercer Reich’, publicado no ABC 10 de novembro de 1934, define a redaçom do “Mein Kampf” como um ato romántico.

Documentos escritos e cinematográficos

Este informe nom pretende elaborar umha biografia de Montes, tam só demonstrar com documentaçom de hemeroteca que foi um falangista e um franquista convencido.

Antes de divulgarmos alguns dos episódios perfeitamente constatados da sua adesom permanente ao totalitarismo franquista, consideramos adequado reproduzirmos duas notas biogáficas.

A sua voz na ‘Gran Enciclopédia Galega’ nom engana, deixando claro que foi um dos mais destacados intelectuais do franquismo.

A biografia “Eugenio Montes, Surcos de un gran escritor”, elaborada polo franquismo sem complexos, a publicada nas redes da ‘Fundación Nacional Francisco Franco’, confirma a nossa tese.

https://fnff.es/historia/eugeniomontessurcosdeungranescritor/

Eugenio Montes Domínguez, nació en Vigo,

Pontevedra, el 24 de noviembre de 1900. Su familia se trasladó a Bande, en Orense, por lo cual el escritor se consideró siempre bandés y orensano. Estudió el Bachillerato en Orense, y más tarde inició en Barcelona Filosofía y Letras y Derecho, carreras que terminó, respectivamente, en Madrid y en Oviedo. Se Doctoró en Filosofía y Letras con una tesis que fue dirigida por José Ortega y Gasset en la Universidad Central de Madrid.

En los inicios de su carrera literaria se inclinó por el ultraísmo. En Madrid frecuentó la tertulia del Café Colonial, dirigida por Rafael Cansinos Assens, y conoció a Guillermo de Torre, Pedro Garfias y Gerardo Diego. Publicó en revistas ultraístas como Cervantes, Grecia, Ultra, Perseo, Cosmópolis y Horizonte.

Colaboró con la revista en lengua gallega Nós, dirigida por Vicente Risco, en la que publicó poemas en gallego que aúnan la vanguardia con la tradición gallega. En lengua gallega publicó Montes tres libros: un poemario; Versos a tres cás o neto (1930); un libro de relatos, O vello mariñeiro toma o sol, e outros contos (1922); y un ensayo, Estética da muñeira (1922). Al tiempo que en Nós, publicó en otros diarios y revistas gallegos.

A principios de la década de 1930, Montes decidió dedicarse exclusivamente al periodismo, y fue corresponsal de los periódicos ABC y El Debate en varias capitales europeas durante los años 30. Durante la segunda república, colaboró con sus artículos en la revista Acción Española, inspirada en el tradicionalismo católico español, el integralismo lusitano y las ideas nacionalistas de Charles Maurras.

Eugenio Montes, Rafael Sánchez Mazas y Fernández Cuesta

En 1933 fue uno de los fundadores de Falange Española. Acompañó a José Antonio Primo de Rivera en sus viajes a la Alemania y a Italia (1934-1935). El 24 de febrero de 1935 se ofreció a Montes un banquete-homenaje antes de su marcha a Alemania. Los brindis corrieron a cargo de Rafael Sánchez Mazas, Julio Ruiz de Alda, José Antonio Primo de Rivera y el propio Eugenio Montes.

Colaboró con sus artículos y conferencias a la difusión de la ideología falangista, que diagnosticaba una crítica feroz contra el liberalismo político, tanto con anterioridad a la Cruzada como durante el desarrollo de la misma. Tras la contienda, continuó ejerciendo como Periodista, siendo corresponsal de los periódicos ABC y Arriba. También realizó frecuentes giras por Hispanoamérica como conferenciante. Fue siempre un sincero admirador del Caudillo Francisco Franco.

Publicó varios libros de artículos y ensayos breves: El viajero y su sombra (1940), Federico II de Sicilia y Alfonso X de Castilla (1943), Elegías europeas (1949), La estrella y la estela (1953) y Discurso a la catolicidad española (1954). Además, escribió un guion sobre el que se basarían los falangistas José Antonio Nieves Conde y Gonzalo Torrente Ballester para realizar la película Surcos, una de las obras cinematográficas más representativas del Realismo español.

En 1963 fue nombrado Director del Instituto de España en Roma. En 1978 leyó su discurso de ingreso en la Real Academia Española, acerca de «El romanticismo de los clásicos». Falleció en Madrid, el año de 1982.

Homenagem da Falange a Eugenio Montes

De esquerda a direita: Maria Luisa Aramburu, Julio Ruiz de Alda, José Antonio, Eugenio Montes, Sánchez Mazas e Raimundo Fernández Cuesta. Arriba: Andrés de la Cuerda, Alonso Goya, Camilo Olcina, Alejandro Salazar e Vicente Gaceo (o mais baixo).

Reproduzimos a conhecida fotografia da mesa presidencial do banquete de homenagem a Eugenio Montes realizada no café S. Isidro de Madrid 24 de fevereiro de 1935.

Assim como a longa crónica da homengem, publicada no jornal La Nación 25 de fevereiro de 1935. Documento revelador de quem era e o que representava Eugenio Montes para o falangismo.

Eugenio Montes formou parte do I Conselho Nacional das FET y de las JONS

Figura chave na preparaçom da viagem de José Antonio Prima de Rivera a Berlim para reunir com hierarcas nazis “El Socialista” 24.1.1934

Reproduçom de um artigo do ABC em La Época 19 de março de1936, elogiando o regime nazi, e capa de El Ideal Gallego de 14 de setembro de 1936, informando dumha charla em “Radio Coruña”, após chegar de Alemanha ao porto da capital galega num navio do III Reich.

Membro da comissom de depuraçom do professorado republicano

Eugenio Montes nos meses posteriores ao golpe de Estado de julho de 1936 formou da Comissom de Cultura e Ensino do ilegítimo governo de Burgos.

“Ésta estaba compuesta por ocho personas: tres catedráticos de Universidad y uno de Instituto y, el resto, eran altos funcionarios de la administración; José Mª Pemán fue nombrado presidente y Enrique Suñer, vicepresidente; contaba también con el asesoramiento de otros cinco consejeros no permanentes. Obviamente, todos ellos fueron elegidos entre los más relevantes derechistas y católicos con el cometido de controlar la educación teniendo en común además gran antipatía a todo lo relacionado con la ILE, la masonería y la indiferencia a la religión católica. Eugenio Montes, catedrático de Instituto, se responsabilizó de la depuración del profesorado de Segunda Enseñanza y de la Enseñanza Profesional ayudado por Tomás García Diego, profesor de la Escuela de Ingenieros de Caminos”.

[Artigo de María Concepción Álvarez García. ‘La depuración franquista del profesorado del Instituto de Segunda Enseñanza de Oviedo (1936-1939)’, publicado no número 20 da revista ‘Magister’, no ano 2004.

Gira propagandista do franquismo polo Cono Sul latinoamericano

O NO-DO notícia a visita dumha delegaçom falangista à Argentina, que chega 1 de outubro de 1937 a Buenos Aires.

Eugenio Montes é um dos membros da delegaçom fascista que percorrerá Chile, Uruguai, Brasil e Peru, divulgando o projeto totalitário franquista.

As redes sociais do CMHVL publicárom 20 de abril de 2024 este documento, do que reproduzimos umha captura da sua chegada ao aeroporto de Buenos Aires, assim como da capa de “Arco”, o vozeiro falangista de Ourense, informando 7 de agosto de 1938 que desde Chile embarcava de volta para o Estado espanhol, após trer “realizado una labor gigantesca como enviado del Caudillo”.

Durante esta viagem publica em Santiago de Chile “La hora de la unidad”, umha obra propagandística em prol do franquismo em plena guerra civil.

Apologeta do fascismo e habitual no NO-DO

Eugenio Montes, nom só foi um dos principais inteletuais falangistas, foi um dos mais destacados propagandistas do fascismo e um dos primeiros divulgadores do nazismo no Estado espanhol.

Foi um dos habituais do serviço de propaganda do regime franquista, inicialmente na Delegaçom Nacional de Imprensa e Propaganda da FET y de las JONS, e posteriormente no NO-DO, acrónimo de ‘Noticiarios y Documentales’, a jóia da coroa, enquanto era de obrigada projeçom nos cinemas entre 1942 e 1975, passando a ser opcional até 1981.

Nesta «Nota extraordinária» de 2’21», filmada em 1938 durante a batalha do Ebro, aparece umha copla da autoria de Eugenio Montes, prévio ao saúdo do general Yagüe aos ‘americanos’, coincidindo com a comemoraçom do dia da ‘Hispanidade’.

Juan Yagüe, amigo íntimo de José Antonio Primo de Rivera, popularmente conhecido como o ‘carniceiro de Badajoz’ por ter mandado executar a milheiros de prisioneiros na praça desta cidade estremenha, foi um dos mais sanguinários e brutais generais fascistas.

«Cuando llegues a Tortosa, Ebro del color de sangre, verás las olas vestidas del color de la falange»

[Eugenio Montes]

Eugenio Montes foi condecorado com a mais alta distinçom franquista

O nº 94 do BOE de 2 de outubro de 1938, em plena guerra civil, publica um Decreto do governo fascista de Burgos, concedendo a Eugenio Montes a ‘Orden Imperial del Yugo y las Flechas’.

Inicialmente denominada ‘Gran Orden Imperial de las Flechas Rojas’, foi a seletiva distinçom civil e militar espanhola de maior rango outorgada polo franquismo.

A ordem foi criada polo fascismo em plena guerra civil, estando vigente até a sua supressom formal 21 de outubro de 2022, embora desde 1975 nom se tinha entregue nengumha distinçom nova. Adolfo Suárez foi o última figura fascista que recebeu esta condecoraçom.

Foi estabelecida mediante o Decreto 373, de 10 de outubro de 1937, como «supremo galardón del Nuevo Estado al Mérito Nacional». Norma posteriormente completada com o Decreto de 27 de janeiro de 1943, polo que se aprova o Regulamento da ‘Orden Imperial del Yugo y las Flechas’.

Esta Ordem foi considerada como a mais alta recompensa por destacados serviços emprestados à “Nación Española”, mas também foi concedida a destacados líderes fascistas de outros países como Mussolini, Hitler, Himmler, Rudolf Hess ou Von Ribbentrop.

O emblema desta distinçom consiste num feixe aberto composto por cinco flechas vermelhas acompanhado de um jugo, da mesma cor, situado sobre a interseçom das flechas. A legenda desta Ordem foi «Caesaris caesari, Dei Deo», que em latim significa «Ao César o que é do César e a Deus o que é de Deus».

O grande mestre da Ordem era Franco quem realizaba livremente os nomeamentos.

Com a entrada em vigor 21 de outubro de 2022 da Lei 20/2022, de 19 de outubro, de Memória Democrática, polo artigo 41.2 ficou suprimida formalmente a Ordem.

Poema de Eugenio Montes a José Antonio Primo de Rivera

Transcriçom literal de um soneto manuscrito confecionado por Eugenio Montes em Burgos 2 de maio de 1939, como homenagem ao fundador de Falange Española, José Antonio Primo de Rivera.

No lateral do poema subastado 2 de setembro de 2022 por 90€ pola empresa “Duran. Arte y subastas”, aparece a seguinte dedicatória: “Para Manuel Augusto, en recuerdo de Roma y en el día en que más le he querido de mi vida”.

‘Antes fueron tres siglos de descielo desterrados del mayo del Eterno y el alma deshojada en el invierno de España, vagabunda por su hielo. Corazón de trasmundo sin latido, roto el reloj de torre de la Historia, ni párpado de luz, ay mi memoria en las grutas obscuras del olvido. Pero veniste tú, en el verbo el nido de primavera, y levantaron vuelo del charco estrellas y águilas del lodo. Y, émula de tu amor y tu sentido, la muerte vino a darle prisa al cielo pues es la humana vida larga y todo.

Eugenio Montes’

Inauguraçom da exposiçom da ‘Hispanidade’ no parque do Retiro de Madrid, 12 de outubro de 1940

Na primeira foto, Eugenio Montes representando a Falange, discursa perante as autioridades franquistas e embaixadores. À esquerda distinguem-se Ramón Serrano Suñer, o general José Millán Astray e Óscar Benavides.

Na segunda conversa com Ramón Serrano Súñer, ministro da Governaçom e presidente da Junta Política, acompanhados por outros altos hierarcas fascistas e o almirante Óscar Benavides Larrea (com chapéu alto), embaixador do Peru.

Eugenio Montes, obsceno agitador franquista

Formou parte da seletiva comitiva de aduladores que acompanhou a Franco na única viagem do ditador fora das fronteiras do Estado espanhol.

Em outubro de 1949 Franco realizou umha visita oficial a Portugal, recebindo o Doutorado honoris causa em Direito pola a Universidade de Coimbra.

Eugenio Montes junto com Wenceslao Fernández Flores e Ernesto Giménez Caballero, elaborárom o relato oficial da gira que procurava quebrar o isolamento internacional do regime após a retirada dos embaixadores de Madrid, em virtude dos acordos adotados em junho de 1945 na Carta das Naçons Unidas.

Eugenio Montes nessa altura exercia de diretor do Instituto Espanhol de Lisboa (1937-1953), um singular e todo poderoso embaixador ‘cultural’ franquista.

No mesmo dia da chegada de Franco a Lisboa na fragata ‘Miguel de Cervantes’, 22 de outubro, escreve o artigo ‘La profecía cumplida’, no diário falangista ‘Arriba’, destacando o fito histórico do doutorando ao ‘Caudilho’, e lembrando o destacado papel dos Viriatos, as milícias facistas portuguesas que combatérom na guerra civil contra o legítimo governo republicano.

O professor Antonio Sáez Delgado, da Universidade de Évora, em ‘Franco en Coimbra o la construcción del relato oficial en la cultura española’, considera que «Montes bien pudiera ser el autor del discurso de Franco en Coimbra».

No suplemento especial da publicaçom gráfica ‘Mundo Hispánico», editada em novembro de 1949, Eugenio Montes, além de rememorar os dias de abril-maio de 1934 que visitou a Alemanha nazi acompanhando José Antonio Primo de Rivera, publica um artigo apolegeta do criminal ferrolano no que afirma que ‘El pobre José Antonio se fué sin haberse licenciado al borde de un río dulce, apacible e ilustre. Francisco Franco -que es José Antonio con fortuna, amado por los dioses en vida como el otro en muerte- fué ayer escolar en la orilla de la gloria lusitana y ya será siempre maestro por esta Universidad gloriosa’.

1953, 1° Congresso da FET y de las JONS

Reproduzimos a capa do ‘Diario de Burgos’ de 25 de outubro de 1953.

O jornal franquista noticia o início do 1° Congresso da FET e das JONS que se ralizou em Mdrid. No titular destaca umha conferência de Eugenio Montes na sessom de abertura.

Necrológica de Franco

Reproduzimos a crónica de Eugenio Montes, publicada no ABC de 22 de novembro de 1975, enaltecendo a figura de Franco.

O ABC de 1982 reflite com claridade na sua necrológica toda umha vida ao serviço do franquismo

O Concelho de Bande deve concluir com a desfascistizaçom do rueiro de Bande

Ao igual que nos anos posteriores à morte de Franco foi suprimido em Bande o rueiro fascista e eliminadas as placas das ruas General Franco, Calvo Sotelo, José Antonio Primo de Rivera, General Aranda, praça do general Mola e rua Alférez Provisional, o atual governo municipal de Bande tem o dever histórico de eliminar da praça de Sam Roque o busto de Eugenio Montes.

Como botom de mostra da supressom de Eugenio Montes de rueiros, citamos o acordado em Elda e Ourense.

O Pleno municipal do concelho de Elda de 28 de abril de 2016 acorda constituir umha ‘Comisión de expertos de la Memoria Histórica de Elda’, para evaluar as denominaçons de ruas, praças, monumentos e qualquer outros elementos existentes nas vias públicas dessa cidade que poidessem incurrir no incumprimento dos preceitos contidos no artigo 15 da Lei 52/2007, de 26 de dezembro, da Memória Histórica.

Os resultados da Comissom, datada 16 de fevereiro de 2017, considera que a a rua Eugenio Montes, denominada assim desde 5 de julho de 1939, “poco después de finalizar la contienda, junto a un numeroso grupo de hombres de calles relacionados con personajes y episodios de la Guerra Civil destinados a exaltar el nuevo régimen resultado de la victoria militar de los sublevados”, deve ser eliminada do rueiro da cidade mediterránea.

Pois considera que no contexto de 1939 “la elección de Eugenio Montes, confundador de Falange Española y acompañante de José Antonio Primo de Rivera en sus viajes a Alemania e Italia para entablar relaciones con ambos régimes, aprovechando que había sido corresponsal en ambos países. Por ejemplo, como corresponsal de ABC en Berlín pueden leerse juicios de valor como ‘la política internacional de Hitler tiene ese signo positivo, mientras la política parlamentaria de Francia hasta ahora es una serie continua de negaciones, servida por los más inteligentes medios técnicos, pero con un error de principio esencial’ (17 de marzo de 1936) o ‘Adolfo Hitler allá en las florestas de los Alpes corta ramas de abetos con voluntad de olivos y promesas de paz’ (12 de marzo de 1936)”.

“De su tarea como escritor, destacamos: ‘Tengo que decir que yo no soy gran creyente en la capacidad de la mujer para las creaciones culturales; en cambio, creo que a la mujer se le está dando una misión, sin la cual no existirá la cultura’ [IV Congreso Nacional de la Sección Femenina de Falange, enero de 1940]’.

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O Pleno ordinário do Concelho de Ourense aprovou 3 de março de 2023 por unaminimdade a moçom apresentada polo PSOE acordando ‘Suprimir do rueiro municipal a “Praza Eugenio Montes”, que ocupa un espazo delimitado entre as rúas Lamas Carbajal, San Miguel, Paseo, Isabel a Católica, Fonte do Rei e Cruz Vermella (o lugar atópase na contorna do xardín onde se atopa a estatua do Padre Feijoo), e a segunda das accións propostas, xustificándose por conceder a honra dun espazo público a quen foi un dos fundadores e teóricos de Falange, chegando a acompañar ao líder José Antonio nalgunhas das súas viaxes á Alemaña e Italia para entrevistarse con representantes nazis e fascistas. Dadas as características deste espazo, respecto do que non existe numeración no rueiro municipal, é posible quitalo do sinalado rueiro ou xerar nomes alternativos’.

A permanência do busto de Eugenio Montes é umha deshonra para vila de Bande.

A reparaçom da memória, reconhecimento e dignidade das vítimas do franquismo, é umha ineludível necessidade histórica.

Diretiva do Comité pola Memória Histórica do Val do Límia, 22 de janeiro de 2026

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