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O I Congresso Internacional da guerrilha antifascista na província de Ourense constará de um intenso programa que hoje damos a conhecer, mas que pode ser completado ao longo dos vindouros 13 meses.
Por NR | 16/11/2025
O fenómeno da resistência armada ao franquismo, que na Galiza adota a forma de luita guerrilheira progressivamente a partir dos embrionários destacamentos de 1938, ainda nom está suficientemente estudado.
Embora na última década se tem produzido um grande avanço na sua análise, segue apresentando enormes eivas que cumpre solventar pola historiografia.
Com o objetivo de corrigir as carências na investigaçom do que representou o maior desafio ao ilegítimo regime imposto mediante o golpe de estado de julho de 1936, o Comité pola Memória Histórica do Val do Límia, organiza o I Congresso Internacional da guerrilha antifascista na província de Ourense.
Para a sua correta compreensom analítica nom se pode cingir o espaço denominado “província de Ourense” ao território que juridicamente na atualidade o conforma. Para podermos entender a luita guerrilheira na província de Ourense é imprescindível incorporar no seu ocidente a parte portuguesa da serra do Laboreiro, e as comarcas do Bierzo, a Cabreira e a Seabra polo leste.
A configuraçom da guerrilha na Galiza foi basicamente um fenómeno autótono e pioneiro no conjunto da Europa, com um grande apoio e introduçom social que involucrou milhares de pessoas. Os acampamentos permanentes na Serra do Eixo ou as bases construídas e/ou utilizadas às beiras de rios como o Minho, som umha realidade tangível vinte anos antes dos famosos refúgios subterráneos vietnamitas.
As caraterísticas objetivas da “província de Ourense”: acidentada orografia e enorme fronteira com Portugal, facilitárom que a luita político-militar contra a ditadura franquista atingisse um grau de desenvolvimento, que permite afirmar que à altura da metade da década de ’40 do passado século, a única frente de guerra estruturada que desafiava o franquismo no Estado espanhol era o que tinha lugar entre a guerrilha galega e as forças combinadas do Exército, Guarda Civil, Carabineiros e milícias falangistas.
Entre Castro Laboreiro e o Bierzo existia umha inocultável frente de guerra que tinha obrigado ao franquismo a deslocar e despregar sobre o terreno a parte das suas unidades de elitea para poder derrotá-la.
Os acampamentos que durante um quinquênio configurárom a inexpugnável ‘Cidade da Selva’ no montes de Casaio (Val de Orras) eram a altura de 1946 umha insólita zona libertada que se regia pola legitimidade republicana.
Com intuito de dar a conhecer as investigaçons e trabalhos realizados sobre a guerrilha na “província de Ourense”, mas também contribuir na sua aprofundizaçom e abertura de novas linhas de estudo, desenvolverá-se com a colaboraçom do Concelho de Entrimo, os dias 15, 16 e 17 de janeiro de 2027 nesta localidade este I Congresso Internacional.
Umha iniciativa com umha clara vocaçom científica na que participarám duas dúzias de historiadores, investigadoras e académicos, onde abordaremos diversas facetas.
O I Congresso Internacional da guerrilha antifascista na província de Ourense constará de um intenso programa que hoje damos a conhecer, mas que pode ser completado ao longo dos vindouros 13 meses.
Este programa provisório de relatórios e posteriores debates será acompanhado por um recital poético de Claudio Rodríguer Fer, projeçom de documentários, exposiçom de materiais e documentos, mais umha visita guiada em Castro Laboreiro (Portugal) aos lugares empregues como retaguarda da luita guerrilheira que entre 1939-1943 operou no Val do Límia.
Está contemplado poder apresentar comunicaçons polos novos investigadores.
O Comité organizador contará com o assessoramento de um Comité científico configurado por Uxío Breogán Diéguez Cequiel, Xosé Constenla, Aurora Marco e Xulio Prada, velará por assegurar o seu rigor académico.
Os relatórios serám publicados em formato livro posteriormente polo Comité pola Memória Histórica don Val do Límia.
O Congreso será aberto prévia inscriçom, e a assinatura de um convénio com as Universidades galegas permitirá entregar um diploma acreditativo de assistência.
PROGRAMA PROVISÓRIO
1- O fenómeno guerrilheiro na Galiza. A especificidade da província de Ourense [ALEJANDRO RODRÍGUEZ GUTIÉRREZ].
2- A província de Ourense, um terrritório com boas condiçons objetivas para a luita guerrilheira [XOSÉ CONSTENLA].
3- Arqueologia da guerrilha na província de Ourense [XURXO AYÁN].
4- Entre a serra e o fogar: género, repressom e resistência [XULIO PRADA].
5- O papel das mulheres na guerrilha. Província de Ourense [AURORA MARCO].
6- A guerrilha no Bierzo e na Cabreira [LAURA MARTÍNEZ PANIZO].
7- A cidade da Selva [CARLOS TEJERIZO].
8- A resistência armada na Raia seca das Frieiras [DIONISIO PEREIRA].
9- Presença guerrilheira nas terras do Tâmega e a batalha de Cambedo [PAULA GODINHO].
10- A Edreira. A guerrilha na Límia [XOSÉ DOMÍNGUEZ].
11- A guerrilha no suroeste ourensano [ROMÁN ALONSO].
12- Castro Laboreiro, base da primeira experiência guerrilheira no Val do Límia [AMÉRICO RODRIGUES].
13- As mulheres na guerrilha no leste ourensano e no Bierzo [ODETTE MARTÍNEZ].
14- Portugal como retaguarda guerrilheira [JOSÉ DIAS BAPTISTA].
15- O ‘Brasileiro’ e a atividade guerrilheira no Val do Límia [CARLOS MORAIS].
16- A figura de Ramón Yañez Pereira ‘O Médico’ [ANTONIO CARDELLE].
17- Raúl Castro Cao ‘Argentino’ e a guerrilha no val do Minho [AFONSO CARLOS LOIS SUÁREZ].
18- Agitaçom e propaganda guerrilheira [ANTÓN GRANDE PENELA].
19- As contrapartidas e os vitimários [XOSÉ ÁLVAREZ].
20- Os médicos e a guerrilha [DAVID SIMÓN LORDA].
21- A guerrilha na narrativa galega [MANUEL GAGO].
22- Poesia e guerrilha [OLGA NOVO].
23- A guerrilha na obra plástica galega [CARLOS BERNÁRDEZ].
24- A guerrilha no audiovisual galego [MANUEL GONZÁLEZ].
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