
Baerbock minimiza a importância das negociaçons entre os EUA e a Rússia. Wagenknecht é contra «força de manutençom da paz» da OTAN na Ucránia.
Por Philip Tassev | 21/02/2025
Após concluir da primeira rolda de negociaçons sobre o fim da guerra na Ucránia entre o ministro das Relaçons Exteriores russo, Sergei Lavrov, e seu colega americano, Marco Rubio, em terça-feira, na capital da Arábia Saudita, Riad — sem representantes da Europa ou da Ucránia —, os políticos alemáns estám tentando encobrir a óbvia perda de influência das potências europeias. As negociaçons entre os EUA e a Rússia nom devem ser sobrestimadas, afirmou a ministra das Relaçons Exteriores Annalena Baerbock (Aliança 90/Os Verdes) na terça-feira no programa da ZDF «Morgenmagazin».
«Nom devemos cometer o grande erro de fazer um favor a Putin, e que essas negociaçons pareçam maiores do que realmente som», segundo referiu Baerbock. O encontro entre Lavrov e Rubio foi apenas um “estabelecimento de contato”. Os “europeus” devem “manter a cabeça mui fria”. Como o presidente dos EUA, Donald Trump, «trabalha de forma diferente de todos os outros», é «ainda mais importante» agora «ter confiança, ser claro, defendermos os nossos valores e interesses». «O nosso interesse mais importante é umha paz duradoura e nom umha paz falsa», afirmou a Ministra das Relaçons Exteriores, que há pouco tempo queria «arruinar» a Rússia e que, nesse meio tempo, já se via em guerra com a potência nuclear do Leste.
No entanto, as declaraçons feitas por seu colega de partido Anton Hofreiter nom parecem nada com «paz duradoura»: falando aos jornais do Grupo Funke, o membro do Bundestag pediu «um fundo de defesa de 500 bilhons de euros para apoiar a Ucránia e para a adquisiçom conjunta de armas na UE».
Baerbock já tinha prometido um monstruoso pacote de armas para a Ucránia em umha entrevista à agência de notícias Bloomberg , à margem da «Conferência de Segurança» de Munique, no fim de semana — fala-se em 700 bilhons de euros. A Bloomberg informou que esses planos nom serám anunciados antes das eleiçons federais de 23 de fevereiro para evitar a «controvérsia».
Isso deve agradar ao embaixador ucraniano na República Federal, Olexij Makejew. De acordo com o exposto na terça-feira, ele disse à Bayerischer Rundfunk que qualquer acordo de paz com a Rússia deve ficar «garantido». «E a melhor segurança é o exército ucraniano.» Que deve ser melhorado «para que nos poidamos proteger por nós mesmos e a todos os outros europeus, mesmo no caso de um acordo de paz.» Mas mesmo depois da reuniom desta segunda-feira em Paris, ainda há desacordo entre as potências europeias sobre quem irá “proteger” a Ucránia até lá.
Para o vice-presidente do grupo parlamentar da Uniom Democrática Cristá, Johann Wadephul (CDU), o pré-requisito para o envio de umha força entendida como “força de manutençom da paz” é “antes de tudo, a paz”. No entanto, nom é previsível «se e quando isso acontecerá», dixo ele à dpa na terça-feira . »Se houver um mandato da ONU para umha força de manutençom da paz, os europeus poderám participar. A França e a Gram-Bretanha aparentemente estám prontas para isso.» Para a República Federal da Alemanha, a prioridade é «sermos o único estado da OTAN a criar umha brigada com força de combate no Báltico». O primeiro-ministro britânico Keir Starmer se ofereceu para enviar tropas britânicas na segunda-feira. Também existiram sinais semelhantes de Paris no passado.
A Aliança Sahra Wagenknecht (BSW) critica a ideia de enviar tropas da OTAN para a Ucránia. «A Ucránia precisa de garantias de segurança, mas os soldados da OTAN lá nom seriam mantenedores da paz em meio dum cessar-fogo frágil», dixo a chefe do BSW, Sahra Wagenknecht, à dpa . Isso poderia arrastar a República Federal da Alemanha «para umha guerra devastadora com a Rússia,umha potência nuclear, se os combates recomeçarem».
Ela defendeu que «garantias de segurança» fossem fornecidas polas potências neutras que tentaram mediar a guerra na Ucránia nos últimos anos, a saber, » o Brasil, África do Sul,a China». Wagenknecht apelou aos candidatos a chanceler dos outros partidos para que esclarecessem a sua posiçom sobre umha “força de manutençom da paz” antes das eleiçons. O governo federal também deve publicar as despesas planejadas para o reforço militar de Kiev. Os eleitores nom devem ser deixados em zona escura.
Este artigo foi publicado en origem en JungeWelt e traducido do alemán por J. F. Kastro para NR.
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