Entrevistamos o Organismo Popular Anti-Repressivo Ceivar: “Em detençons a militantes independentistas existírom declaraçons de torturas e maus tratos físicos e psíquicos durante deslocamentos à Audiencia Nacional e nos próprios calabouços”

Por Daniel Seixo

Tras os últimos operativos policiais e xudiciais do estado espanhol contra o independentismo galego,en Nueva Revolución entrevistamos o Organismo Popular Anti-Repressivo Ceivar

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Que obxectivos persegue Ceivar?

Mais que obxetivos, Ceivar pretende ser umha ferramenta coas funçons principais de denúncia da
repressom espanhola contra o independentismo galego e de solidariedade coas presas independentistas
galegas e coas pessoas que se vem represaliadas de diversas maneiras a consequência da sua militância
independentista.

Cantos independentistas galegos se atopan agora mesmo en prisión?

A dia de hoje som cinco as independentistas que fam parte do Coletivo de Presas Independentistas
Galegas

Pódense considerar terrorismo os feitos polos que estes independentistas están en prisión?
Cal é a súa situación en prisión?

Na atualidade, Asunciom Losada Camba está em Estremera, a 680 km da sua casa, em prisom
preventiva classificada em primeiro grado e em regime FIES. Também nesta cadeia de Madrid se atopa
Antom Garcia Matos coa mesma classificaçom e em regime FIES mas nestes momentos no módulo de
isolamento. Na prisom madrilenha de Soto del Real, dispersado a 591 km da sua casa, está Miguel
Garcia Nogales, em regime ordinário e FIES.
Por último os presos independentistas Eduardo Vigo Dominguez e Roberto Rodríguez Fialhega
encontram-se nas prisons galegas de Alama e de Teixeiro, respectivamente. O primeiro está no módulo
de isolamento desta cárcere e classificado em primeiro grado. O segundo está classificado em regime
ordinário.

Cal é a súa situación en prisión?

O fator que mais afeta ao dia a dia de um preso político e estar no módulo de isolamento já que nesta
situaçom a pessoa presa passa 20 horas do dia na cela e 4 no pátio moitas vezes em soidade.
Praticamente toda a gente que passa por prisom comenta que a base de umha vida mais ou menos
tranquila é a rutina: adicar tempo a lêr, escrever, ao desporto, se hai posibilidade de ir ao talher fazer
algumha manualidade aproveita-la, estudar… Marcarse um horario e uns obxetivos para leva-lo milhor.

Sufriron malos tratos dentro de prisión?

Tenhem-se denunciado maus tratos a independentistas galegas em prisom, sem ir mais longe no ano
2015 o ex-preso Antom Santos sufriu umha agressom por parte dos funcionários da cárcere de Dueñas
e anos antes Santiago Vigo também denunciara maus tratos numha prisom de Madrid por parte dos
funcionários de prisons.

E torturas?

Em detençons a militantes independentistas existírom declaraçons de torturas e maus tratos físicos e
psíquicos durante deslocamentos à Audiencia Nacional e nos próprios calabouços. Nom foi o caso nas
últimas detençons do ano passado na que os detidos declararom que o trato foi correto.

Respéctanse os seus dereitos como presos políticos?

O Estado Espanhol nom os reconhece como presos políticos polo que nom tenhem direitos como tal. O
Coletivo de Presas Independentistas Galegas reclama este reconhecimento assim como o fim da
política de dispersom.

Supón a día de hoxe un agravante á situación do día a día en prisión o pertencer ao movemento
independentista?

Dentro da prisom sempre é um agravante afrontar os anos de cadeia com dignidade e nom deixar-se
submeter aos abusos carcerários, mas esse agravante é menor quando fora da cadeia existe umha rede
solidária de pessoas dispostas a fazer visitas todos os fins de semana ou a escrever-lhes cartas.

Suponhía a política de dispersión un modo de condear tamén o entorno dos independentistas?

Por suposto, a política criminal da dispersom é umha pena a maiores para a pessoa presa e para as suas
amizades e familiares que tenhem que percorrer mais de 1000 km num fim de semana para umha visita
de 40 minutos.

Consideran que existe unha estratexia de represión puntualmente desenhada contra o independentismo
galego?

Consideramos que existe umha estratégia de repressom permanente contra o independentismo que se
foi endurecendo desde o ano 2005, chegando a atualidade onde se pidem penas de prisom a militantes
de Ceivar e Causa Galiza e a dissoluçom destas organizaçons.

Realízanse concentracións mensuais en Galiza como mostra de solidariedade cos presos
independentistas, existe realmente unha conciencia antirepresiva na sociedade galega?

Nom saberiamos dizer se na sociedade galega, mas podemos afirmar que a conciencia anti-repressiva
fai parte dos movimentos sociais e políticos, dos sindicatos…
Qualquer forma de dissidencia é reprimida polo estado creando umha conciencia anti-repressiva
especialmente em quem a sufre mas também no seu entorno.

Consideran que actualmente existe por parte do estado espanhol unha reactivación ou endurecemento
da represión fronte aos movementos sociais ou políticos que poidan desafiar ao sistema?

O que fai anos eram sançons ou detençons a dia de hoje pode significar penas de prisom, consideramos
que o estado espanhol está amosando a sua face fascista nos últimos anos.

Durante o acto de recibimento a Antón Santos tras cumprir condena pola súa suposta pertenza a
Resistencia Galega, varios militantes de Ceivar foron detidos por enaltecemento do terrorismo, resulta
común este tipo de operativos tras a posta en liberdade dos presos independentistas galegos?

Na Galiza, que nos saibamos, nom tinha acontecido antes a detençom de pessoas e registros dos seus
domicílios por um suposto delito de enaltecimento no recebimento dumha pessoa presa.

Modificarán estes actos como consecuencia da presión policial?

Na realidade já tenhem sido modificados estes últimos anos para evitar imputaçons por enaltecimento
de terorismo

Que opinión lhes merece a recente imputación por parte da fiscalía a membros de Ceivar e Causa
Galiza por pertenza a organización criminal para a comisión de delitos de enaltecemento do terrorismo?

As petiçons fiscais somam mais de 100 anos de prisom para as 12 acusadas (entre 4 e 12 para cada
um), ainda mais anos de inabilitaçons, taxas económicas e a ilegalizaçom das organizaçons Causa
Galiza e Ceivar. Parecem-nos petiçons injustas e desproporcionadas que só pretendem coacionar as
investigadas e abrir a porta à eliminaçom da dissidência ao regime espanhol através da repressom,
judicializaçom e proibiçom de expressom e organizaçom.


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