A solidariedade de classe dos Estudantes Antifascistas

Estudantes Antifascistas distribuiu mais de 1.000 quilos de alimentos nom perecedoiros como mostra de solidariedade de classe

Por Estudantes Antifascistas

Esta quarta-feira, 21 de abril, tivo lugar no histórico bairro operário compostelano de Conxo a segunda entrega solidária de alimentos. Em colaboraçom com a associaçom vizinhal Conxo Aberto, Estudantes Antifascistas distribuiu mais de mil quilos de alimentos nom perecedoiros, para contribuir a paliar a grave situaçom económica pola que atravessam um cada vez maior número de famílias da classe trabalhadora.

O ato de entrega de víveres foi conduzido pola companheira Clara Barreiro, quem apresentou a iniciativa na que intervírom Ricardo de la Iglesia, pola diretiva de Conxo Aberto, e Anjo Formoso em representaçom de Estudantes Antifascistas. Posteriormente 25 famílias recebérom as sacas com um conjunto de produtos, que inclui leite, arroz, azeite, legumes, pasta… e produtos de higiene pessoal.

Reproduzimos o discurso pronunciado por Anjo Formoso:

As condiçons de vida da classe trabalhadora estám cada vez mais depauperadas. A voracidade da burguesia conleva um permanente incremento da exploraçom e dominaçom que historicamente padecemos.

Querem suprimir ou reduzir à mínima expressom as conquistas logradas em quase dous séculos de luita obreira e popular. As 8 horas de trabalho, um salário “digno”, o contrato coletivo, as férias, a jubilaçom, os direitos laborais básicos … som conquistas que ninguem nos regalou, fôrom logradas com suor, lágrimas e sangue.

Com luita operária e popular nos centros de trabalho, nos bairros e nas ruas. Luita promovida polo movimento obreiro organizado em sindicatos e partidos de classe.

As castas políticas dos partidos do regime, que aplicam as directrizes dos que realmente mandam, e portanto dos verdadeiros responsáveis da nossa dor e sofrimento-, as grandes empresas do Ibex 35, os monopólios e as multinacionais, pretendem que trabalhemos mais por menos salário, pretendem converter-nos num povo manso, num povo resignado, num povo obediente e submisso.

A crise estrutural do capitalismo, agravada pola crise sanitária e económica derivada da pandemia da COVID-19, provoca que cada vez mais famílias fiquemos sem recursos, com dificuldades para chegarmos a fim de mês, com graves dificuldades de alimentaçom.

Nom nos podemos avergonhar do que está acontecendo! O povo trabalhador nom é responsável do processo de empobrecimento a que nos quer conduzir a oligarquia mediante os seus capatazes -os partidos do sistema-. Nós nom somos culpáveis!

Em todo caso a nossa única responsabilidade é nom estarmos organizados coletivamente para mediante o apoio mútuo e a solidariedade de classe fazer-lhes frente como no passado.

Antes do início da pandemia, 26,5% da populaçom galega era pobre. No último ano a percentagem aumentou até atingir 34,5%. Na atualidade mais de um terço da classe trabalhadora galega vive na pobreza segundo os parámetros standard internacionais.

Porém, nom se nos está oferecendo nengumha alternativa viável desde a Junta da Galiza nem desde o Governo espanhol. Neste contexto de crise, no que aumentam as taxas de probreza e miséria, nos bancos de alimentos e nas associaçons vicinais duplicam-se o número de pessoas que solicitam ajuda e alimentos para sobreviver.

Perante esta situaçom, a juventude revolucionária e socialista galega organizada em Estudantes Antifascistas, estamos hoje novamente aqui, no coraçom do bairro obreiro e popular de Conxo, para distribuir mais de 1.000 quilos de alimentos recolhidos há um par de semanas.

A diferença do inesquecível Banquete de Conxo de 2 de março de 1856, nós nom somos estudantes das classes adinheiradas, nem a nossa iniciativa pretende ser um simples gesto de confraternizaçom.

Ao igual que vós, nós somos estudantes, nós somos jovens de extraçom social popular e obreira.

Pertencemos à mesma classe. A única classe que fai mover o mundo e cria riqueza. A única classe que produz, a que constrói escolas, hospitais e estradas, a que cultiva os alimentos nos campos e os transporta aos mercados, a que os transforma em produtos elaborados nas fábricas, a única classe que dia a dia permite que tenhamos um amanhá.

Sabemos -porque também o vivemos e sofremos nas nossas famílias-, que som tempos difíceis.

Eis polo que queremos contribuir modestamente a mitigar a dor e o sofrimento a que nos condena o capitalismo.

Temos orgulho de classe! Temos consciência de classe! Temos portanto responsabilidade em contribuir a paliar as consequências mais dramáticas da barbárie capitalista.

Com esta iniciativa nem pretendemos praticar assistencialismo, e muito menos exercermos caridade. Nom estamos aqui para distribuir esmolas, nem para amortecer as contradiçons de classe, tal como fai a Igreja católica e as ONGs.

Tampouco estamos aqui para procurar votos, tal como fai o cinismo e a hipocrisia populista da barbárie fascista que hoje nos volta ameaçar.

Estudantes Antifascistas estamos hoje aqui, neste Centro Sócio-Cultural Aurélio Aguirre de Conxo, para distribuir mais de 1.000 quilos de alimentos nom perecedoiros entre o povo trabalhador empobrecido, única e exclusivamente como um exercício de solidariedade de classe.

Mediante esta iniciativa, nom só queremos denunciar a depauperaçom de cada vez mais amplos segmentos populares.

Queremos contribuir a quebrar a atmósfera de resignaçom e desmobilizaçom que nos impom o injusto sistema capitalista.

Queremos animar-vos a tecer redes de apoio mútuo, espaços de solidariedade e organizaçom coletiva de classe. Porque só luitando de forma organizada lograremos um mundo no que ninguém tenha dificuldades de alimentaçom, no que todas as necessidades básicas estejam cubertas.

Nós sabemos que esse mundo só se pode construir superando o presente. Esse mundo novo chama-se Socialismo. E só será conquistado mediante a luita organizada do povo trabalhador unido com vocaçom de vencer.

Só o povo trabalhador salva o povo trabalhador!

Bairro de Conxo, 21 de abril de 2021.

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