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Nas eleições antecipadas, o Partido Social Democrático (em siglas PSD), ganhou as eleições antecipadas em coligação com o Partido CDS (agrupação de direita), obtendo 80 deputados enquanto o Partido Socialista (em siglas PS) que obteve 78.
Por Jose Vieira | 7/04/2025
Muitas vezes quando iniciamos a leitura de uma história (a maioria das vezes que não mereciam que a palavra história, começasse com a letra H, mas sim sem essa reverencia de escritura) e, em especial se é infantil, costumavam começar, por uma habitual expressão “era una vez” ou também, algumas vezes, utilizava como ponto de partida, uma outra frase, igualmente muito popular, para estas resenhas e, que rezava assim: “na quele tempo”.
Com estas duas formas de recordar os tempos que já lá vão em que por imperiosa lei da humanidade deixamos de ser meninos, podemos entrar a relatar fatos que já fazem parte, agora sim da história, mas com “H”.
Na parte mas ocidental da Península Ibérica, existe desde tempos muito recuados, uma faixa de território, que não faz parte do Reino das Espanhas e, dizemos em plural, pois, segundo parece esse Reino engloba, não um só espaço diferente dos outros como vários diferentes entre si.
Mais as idiossincrasias são de tal maneira, que inclusive, possuem distintas línguas para que se possam desentender melhor entre si.
Bom, mas o fato é que vimos falar da tal lingueta de território, que segundo parece não pertence a esse reino de nominado de Espanha. Vamos falar de uma República que está enquistada em esse promontório continental, que parece que pertence a um continente chamado Europa.
Não podemos deixar, no entanto, de referir, que no tal reino, as coisas políticas, estão atadas e bem atadas, desde o tempo de anterior “dono” do território, um tal Franco (não significava livre, esse Franco significava ditador), enquanto no tal território espúrio designado por Portugal, este é algo incontrolável para os que mandam no tal reino, pois, são contra toda a natureza espanhola, republicanos e até maioritariamente democratas.
Posta esta pequena introdução, como não podia deixar de ser, na tal faixa de terreno, “à beira mar plantado” (como dizem os poetas portugueses), cerca de há dois anos, o senhor que governava o país como primeiro ministro, teve que pedir a sua demissão (ou o fez pois esperava já ser nomeado para o cargo europeu que hoje ocupa), por uma situação não correta, ou que segundo parece que tinha cheiro a corrupção.
Cabe aqui um esclarecimento, que pensamos ser oportuno, segundo parece ser habitual, os escândalos de mas práticas sobretudo de honestidade, parece que são formas consuetudinárias de ambos os vizinhos do território peninsular.
Aqui nos surge um comentário, ingénuo e até inócuo, que pode ser definido em dos palavras a situação: enfermidades territoriais.
Posto isto, vamos recordar que o atual governo em exercício, em Portugal, resulta de uma convocação de eleições antecipadas pelo Presidente da República portuguesa, devido a uma investigação em curso, que levou o anterior primeiro-ministro português Antônio Costa (que parece estar isento de qualquer suspeita de fraude pessoal) a pedir a sua demissão.
Este senhor, cremos que aproveitou a circunstancia para se integrar na direção da Uniao Europeia, com o cargo de Presidente do Conselho Europeu, desde 2024.
Assim, nas eleições antecipadas, o Partido Social Democrático (em siglas PSD), ganhou as eleições antecipadas em coligação com o Partido CDS (agrupação de direita), obtendo 80 deputados enquanto o Partido Socialista (em siglas PS) que obteve 78.
O Presidente da República portuguesa chamou a o presidente do PSD, o empresário e advogado Luís Filipe Montenegro Cardoso de Morais Esteves, a formar governo o que este fez, constituindo o ministério de coligação com o CDS.
No entanto, a vida deste governo, apesar da aparente paz, com que a oposição o premiou, não teve uma vida nem calma nem tranquila. E no dia 15 de fevereiro de este ano de 2025, o periódico Correio da Manhã, destapa a informação de que a família do senhor primeiro-ministro Montenegro, era proprietária de uma empresa de consultora e de negócios de gestão, que se denominava SPINUMVIVA (algo se pode ver desde logo a raiz de esta designação com a cidade de Espinho, donde não só são oriundos familiares do senhor primeiro ministro, assim como a sede da empresa donde este prestou os seus serviços, assim como sendo o principal cliente dessa empresa familiar. Se trata da empresa proprietária das conceções dos Casinos de Portugal, e das organizações hoteleiras da Solverde.
Esta empresa tem como base inversora a família do já falecido empresário Manuel Violas o fundador da grande empresa de cabos designada Corfi.
Este senhor, que para além de empresário e primeiro-ministro, é de formação académica advogado, se tendo formado na Universidade Católica, se defendeu em várias ocasiões, dizendo que quando assumiu a presidência do seu partido, tinha vendido as suas participações maioritárias a sua mulher e a seus filhos. O estranho é que um advogado de formação não se tenha inteirado que este e sua esposa, estavam casados no regime de gananciais e, que como é o caso o código Civil português, proíbe a venda de ações ente conjugues. Estamos perante um processo de conflito de interesses e, lhe foi solicitado a lista de clientes, coisa que sempre recusou, tendo finalmente e, muito recentemente, publicado essa lista
No entanto, o semanário Expresso, na sua edição de 28 de fevereiro, revela que a empresa Spinumviva, recebia uma comissão mensal de 4.500 euros de um dos seus principais clientes a Solverde, empresa que leva a gestão dos Casinos, tendo os pagamentos começado a se realizar em 2021.
Entretanto, depois destas revelações o Partido Comunista Portugues (em siglas PCP), anunciou que apresentaria uma moção de censura, contra o governo de Luís Montenegro, mas que não foi apoiada pelo Partido Socialista. Cerca da data, o Ministério Público de Portugal anunciou que estava a analisar uma denuncia anónima contra Luís Montenegro e a sua empresa familiar Spinumviva.
Finalmente em 5 de março passado, a moção de censura do PCP, foi reprovada com 88 votos em contra, 14 a favor os deputados do PCP e 126 abstenções.
Então o primeiro Ministro Luís Montenegro, declarou que apresentaria uma moção de confiança ao Parlamento, tendo marcado o dia 11 de março.
O resultado desta moção de confiança, foi de 137 votos em contra e 87 a favor, tendo por consequência caído o governo de PSD, liderado por Luís Montenegro.
Entretanto o Presidente da República de Portugal, membro do mesmo partido do presidente Luís Montenegro, no dia seguinte a queda da moção de confiança do governo do PSD, chamou ao Palácio de Belém sede da Presidência da República, os líderes dos vários partidos, para consultas, tendo posto fim a XVI legislatura tendo decidido convocar eleições antecipadas para o dia 18 de maio de este ano.
Assim terminou a aventura do Partido Social Democrático acompanhado pelo partido mais a direita o CDS.
Anexo
Luis Filipe Montenegro Cardoso Morais Esteves, nasceu na cidade do Porto a 16 de fevereiro de 1973. De profissão empresário e político, sendo, atualmente o presidente do Partido Social Democrático (em siglas o PSD).
Este político antes das eleições para o Parlamento de 2024, realizou um acordo com o partido de direita CDs, tendo formado uma coligação sobre o nome de Aliança Democrática.
Em esses comícios, esta coligação obteve 80 lugares no Parlamento, enquanto que o Partido Socialista, obteve 78. Dado que foi a agrupação politica mais votada, o Presidente da República Portuguesa, professor Marcelo Rebelo de Sousa, o convidou a formar governo o que veio a fazer, tomando a liderança do XXIV, Governo Constitucional, embora minoritário.
Este governo de coligação, veio a ser objeto de uma moção de confiança em 11 de março de 2025, que resultou efetiva.
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