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Em termos militares convencionais, a Venezuela tem algumha chance de resistir temporariamente e causar dano ao agressor entanto se realizar totalmente estratégia de Guerra Popular.
Por J.F. Kastro | 21/11/2025
Exército da República Bolivariana da Venezuela conta com um sistema de defesa aérea poderoso: o S-300VM (SA-23 Gladiator/Giant), por vezes nomeado Antey-2500, a versom modernizada do S-300V1 (SA-12, também Gladiator/Giant), dos tempos da Guerra Fria, como parte das defesas soviéticas. Consiste num sistema de mísseis terra-ar/antibalísticos de longo alcance, em veículos lançadores-transportadores-eretores (TEL) que oferece maior mobilidade em territórios acidentados, o que pode causar sofrimentos para invasores dos EUA, de nom destruir a sua capacidade previamente .
S-300VM, tem dous principais tipos de mísseis, os S-300V1 — com 9M83 (SA-12A Gladiator), e um alcance máximo por volta de 75 quilómetros, os 9M82 (SA-12B Giant), podendo atingir alvos até 100 quilómetros — agora substituídos com novos mísseis melhorados 9M83M e 9M82M, capazes de acadar operativamente uns 130 quilómetros e 200 quilómetros, o qual torna o seu poder decisivo contra qualquer tentativa de desembarque com barcos ou helicópteros desde ilhas da Trinidad, servindo igualmente para complicar no mínimo a superior cobertura aérea inimiga.
Unidades de lançamento móveis levam até quatro mísseis 9M83M ou um par de mísseis no caso dos 9M82M.
S-300VM pode interceptar mísseis balísticos, bem como atingir aeronaves e mísseis de cruzeiro. Tendo provada capacidade de interceptar mísseis balísticos de alcance intermediário (IRBMs) com alcance de 2.500 quilómetros, chega a velocidades de reentrada em torno de 4,5 quilómetros por segundo.
A Venezuela tem um batalhom equipado com duas unidades S-300VM, a principal base operacional seria Base Aérea Capitán Manuel Ríos, no estado de Guárico.
Exército Bolivariano pode contar com o sistema antiaéreo de média altitude S-125 Pechora (SA-3 Goa) da década de 1960, agora modernizados para modelo Pechora-2M,de fabricaçom russo-bielorrussa, sendo transferidos desde antigos lançadores estáticos para veículo lançador sobre rodas. Os novos mísseis 5V27D e 5V27DE modernizados desfrutam de novos fusíveis e ogivas, além de sistemas eletrónicos aprimorados. O radar de engajamento também está montado no mesmo veículo 6×6 MZKT-8022 que porta consigo os lançadores de mísseis.
E junto do actual S-125, o mais moderno sistema antiaéreo de médio alcance no arsenal da defesa bolivariano é o Buk-M2 (SA-17 Grizzly), desenhado já para ser totalmente móvel em todos os cenários. Num veículo TEL sobre esteiras, equipado com quatro mísseis prontos para disparo e com radar de controle de tiro, a variante fornecida à Venezuela utiliza rodas 6×6 idóneas para operar no seu complicado terreno.
ISTO garante alta mobilidade e independência operacional, além de sua capacidade comprovada de atingir alvos operando até 80.000 pés de altitude, Buk-M2 é um dos sistemas de defesa aérea terrestres mais capazes e versáteis disponíveis no campo de batalha, o Buk-M2 foi um aguilhom terrível contra a Força Aérea Ucraniana na OME anti-fasZista.
Buk-M2 tem outra versom mais recente, o Buk-M3, o qual seria mais preocupante ainda para o agressor do Norte se a Rússia decide fornecer para Caracas.
No mínimo, a Venezuela tería já 12 sistemas Buk-M2, distribuídos entre Exército e Marinha, visando a defesa de instalaçons navais e em apoio de certas operaçons anfíbias locais nom totalmente impossivéis por parte dos Fusileiros Navais da Venezuela.
Sendo móveis por estrada, com diferentes graus, torna operativos de defesa antiaérea potencialmente ameaçadores até mesmo para aeronaves avançadas USA, incluindo os próprios F-35, pois poderiam surgir sem aviso prévio e em proximidade. Servem para guerra popular prolongada nas selvas e montes do país por serem difíceis de localizar, dependendo em boa parte o sucesso militar da Resistência posterior ao primeiro ataque gringo dessa criativa imprevisibilidade. Outra capa da defesa antiaérea som os 300 canons antiaéreos rebocados ZU-23-2 de 23 mm e dous canos automáticos, eficaz mália que se trata de um sistema relativamente antigo. Altitude máxima de engajamento aproximadamente chega até 1.980 metros, ZU-23-2 é mais eficaz decerto contra helicópteros, contra drons voando em baixa altitude e face mísseis de cruzeiro. Seria um sistema extremadamente eficiente dirigido contra alvos terrestres por causa dos seus componentes avançados, tendo um sistema computadorizado de controle de tiro e também um preciso sistema de mira eletro-óptico.
No cenário da Guerra Popular a médio e longo termo a Rússia também tem proporcionado sistemas portáteis de defesa aérea (MANPADS), incluindo o famoso Igla-S (SA-24 Grinch).
Igla-S está entre as armas mais avançadas disponíveis no mercado atualmente. O seu alcance máximo chega até 6.096 metros, isto significa mais de 1.524 metros superior ao do MANPADS FIM-92 Stinger, made in USA. Em 2017, a Reuters falava dum arsenal total de aproximadamente 5.000 mísseis Igla-S. Bem agochados e distribuídos entre as milícias podem ser umha poderosa ameaça para qualquer aeronave USA voando em baixa altitude ou para desafiar mísseis de cruzeiro. Componente naval.
Junto com os Igla-S e os sistemas Buk-M2 compartilhados com o Exército, a Marinha venezuelana possui patrulheiros, um submarino de marca germánica e a fragata operacional da classe Mariscal Sucre, Almirante Brión, de fabricaçom italiana, está equipada com um lançador óctuplo Mk 29 para mísseis antiaéreos Sea Sparrow/Aspide.
De modo geral, em termos militares convencionais, a Venezuela tem algumha chance de resistir temporariamente e causar dano ao agressor entanto se realizar totalmente estratégia de Guerra Popular, a maioria dos seus sistemas de mísseis terra-ar foi modernizada para operaçons altamente móveis, e num contra-ataque podem aparecer praticamente em qualquer lugar, interrompendo e/ou complicando planos de assalto USA em pontos estratégicos durante qualquer tipo de campanha aérea ofensiva dos ianques direcionada para chegarem até a imediata fase de fratura, a parálise, o derrocamento e/ou decapitaçons no alto comando da Revoluçom Bolivariana.
Neste cenário, o emprego recorrente de aeronaves furtivas como os F-35, especialmente para ataques diretos estratégicos em áreas decentemente defendidas, implica umha despesa muito maior, um risco nom precisamente pequeno para os pilotos, o emprego a grande escala de muniçons de longo alcance, decerto bem mais caras. Esta campanha aeronaval inicial também requer o apoio de aeronaves de supressom de defesas e outras aeronaves de apoio, busca e resgate em combate (CSAR) em princípio proporcionadas polo Grupo de Ataque USS Gerald Ford, que polas suas características tampouco pode ficar muito tempo na mesma zona. Entre outras questons por causa dos mísseis antinavio supersónicos que a Venezuela tirou da Rússia e que representam ameaça real para os navios de guerra americanos perto da sua beiramar.
Se os caças Su-30MK2V Flanker nom som localizados e destruidos num primeiro embate, os mísseis antinavio Kh-31, ainda podem causar um problema bem grave em termos materiais, mas sobretodo, de custos reputacionais para orgulho da US Navy. Se qualquer míssil ar-superfície de alta velocidade Kh-31, ou em terminologia OTAN como AS-17 Krypton der no alvo, com o seu armamento de motor ramjet com equipamento antirradiaçom e antinavio, o Império ficaria espido perante os súbditos. Diante dessa realidade, e sem contar com a Rússia fornecer um Oreshnik ou algum outro brinquedo com o qual fazer mais interessante os wargames de Piratas no Caribe, o Pentágono hesita e tenta medir bem os prolegómenos, a intensidade e o proveito real dumha prevista embora limitada intervençom militar contra Venezuela, contra a dignidade anti-imperialista de toda Abya Yala e contra o inteiro Mundo Multipolar. Os ganhos podem ser imensos e, contodo, as perdas resultar catastróficas para a sua soberbia infecta e o seu poder contestado…
Se a campanha aérea inicial nom derruba e/ou liquida realmente o Governo Revolucionário ou nom facilita um golpe interno dos «boliburgueses» entreguistas ou segura umha revolta de gangues «escuálidos» controlando partes petrolíferas do território republicano, o Poder Sionazista Global e o Complexo Militar Industrial atlantista com os seus agentes e títeres, o ultra Neocon Narco Rubio, a Sayona e o Inmundo, irám desta volta partilhar a responsabilidade plena dumha desfeita geopolítica fulcral com um gastado Trump, atrapado polo escándalo Epstein, em horas baixas diante da própria base MAGA farta de guerras sem fim e do lixo pedófilo e satanista que escorrega e envenena a todos em Washington por mor dum desbordado ventilador da merda a questionar como nunca Deep State tocado mas ainda nom resignado ao seu afundimento. E, por isto mesmo, tam perigoso e disposto literalmente a todo. E contra todos.
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